sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Você está prestes a fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fudo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.

Acabo de ler Carta a D. Abri o livro sem pretensão alguma, queria apenas folheá-lo e quando me dei conta já estava no meio do volume, completamente imerso.

Carta a D. é muito, muito bonito.

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