A felicidade
Um pouco para Cláudia, Nivaldo e Bruna; outro tanto para Caetano e mais um tanto ainda para Rafaela e Juliana
Dia 29 voltei para São Carlos após passar mais de um mês em São Paulo. Um mês muito bonito. Pouco antes de pegar o ônibus me sentei no sofá da sala durante o fim da tarde. Escureceu depressa, não me lembro da luz caindo. Me lembro do rosto de Caetano. Me lembro de começar a sentir saudade antes mesmo de sair.
Hoje acordei muito cedo e me dei conta da luz alaranjada que entra todas as manhãs, suponho, pela minha janela. Feixes de luz laranja. Fui até a sacada e fiquei olhando o sol nascer. Foi muito, muito bonito ver o céu se tingindo de cores cada vez mais quentes. Havia muitas nuvens. Havia ainda mais cores que nuvens.
Pensei na felicidade desabando sobre os homens, quis chorar, ouvi mais uma vez essa canção que me acompanha já há muitos dias. Só saí quando a manhã estava clara.
Não consegui parar de pensar que estes dois momentos, tão curtos, têm uma ligação enorme. Dia 29 o sol caiu sem que eu me desse conta. Hoje o sol se levantou na minha frente. Quis dividir a imagem do céu cor-de-laranja com as pessoas que amo. Dia 29 eu não vi a luz sumir. Hoje eu a vi surgindo.
Apesar da saudade, é bom estar de volta.
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