quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

(Para Caetano)

Ontem vi a Judy Garland na TV. Foi muito rápido, eu estava zapeando e de repente encontrei aqueles olhos enormes num canal qualquer cantando uma canção que eu não conheço. Ela parecia tão frágil, tão exposta, tão triste. Era uma canção muito triste. Sua voz se espalhou pela sala e a minha casa pareceu menos silenciosa que de costume. Ela cantou por alguns minutos e passou os braços em volta do corpo como costumava fazer, depois se despediu antes que sua imagem desse lugar a outra, mais outra e outra.

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